sexta-feira, 13 de novembro de 2009

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Pessoal Instransferível (Torquato Neto)

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Escute aqui meu chapa: um poeta não se faz com versos.
É o risco, é estar sempre a perigo sem medo,
é inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades
pelo menos maiores, é destruir a linguagem e explodir com ela.
Nada nos bolsos e nas mãos.
Sabendo: perigoso, divino, maravilhoso.
Poetar é simples, como dois e dois são quatro, sei que a vida vale a pena, etc.
Difícil é não correr com os versos debaixo do braço.
Difícil é não cortar o cabelo quando a barra pesa.
Difícil para quem não é poeta, é não trair a sua poesia,
que pensando bem não é nada, se você está sempre pronto a temer tudo,
menos o ridículo de declamar versinhos sorridentes.
E sair por ai, ainda por cima sorridente, mestre de cerimônias,
"herdeiro" da poesia dos que levaram a coisa até o fim e continuam levando, graças a Deus.
E fique sabendo: quem não se arrisca, não pode berrar. Citação: Leve um homem e um boi ao matadouro. O que berrar mais na hora do perigo é o homem, mesmo que tenha sido o boi. Adeusão.

Torquato Neto.




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Jards Macalé e Paulo José

http://www.youtube.com/watch?v=XTHS1y2kibk




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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Piedra y camino

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Es mi destino
Piedra y camino
De un sueño lejano y bello, viday
Soy peregrino.



Por más que la dicha busco,
Vivo penando
Y cuando debo quedarme, viday
Me voy andando.
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A veces soy como el río
Llego cantando
Y sin que nadie lo sepa, viday
Me voy llorando.
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Piedra y camino (Atahualpa Yupanqui)
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Gracias a La Vida

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Gracias, Mercedes Sosa!
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Una canción con todos! Hasta siempre!
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domingo, 4 de outubro de 2009

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

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poesia

é de berço
de gole em gole
de pé
ante pé

é cruzar miragens
variar (das) ideias, sensações


é astrolábio em estado de graça

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O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa
era a imagem de um vidro mole que fazia uma
volta atrás de casa.
Passou um homem depois e disse: Essa volta
que o rio faz por trás de sua casa se chama
enseada.
Não era mais a imagem de uma cobra de vidro
que fazia uma volta atrás de casa.
Era uma enseada.
Acho que o nome empobreceu a imagem.




Manoel de Barros.
Uma Didática da Invenção.
In: O Livro das Ignorãnças.


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"... e tudo mais jogo num verso"



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revele teus fantasmas
debaixo dos lençóis
vele o infantil desejo
de ter medo de nós


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muito

formal simplório
calculista hermético
esquisito marginal


pouco

charme



(muito alma
pouco carne)


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o poema suja
tuas mãos calejadas
de silogismos

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like a rolling stone


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Qual tua casa?
Cárcere, drink, árvore, ponte, estrela, estrada?

Se tem asa

cá!

Se lá,

alado no tempo
nada calado
cada peregrino erigindo exigindo mitos imagens eremitas imitando os nômades sem nome
(sic. pleonasmo)

Sem nome

Se me asfalto
e/ou
me afasto do real,

(Graal Baal
bala no Santo pente
aponta o sangue
baila no cabelo
tomado de assalto
enterra sete palmos
& dias & choros: amém!)

Se crio irrealidades
sem promessas
sem essa de sim ou não
sem isso de aquilo à quilo

quiasmo


Sem parâmetros
ara
o paradeiro
em voga
é

o que brota dos telhados
da visão periférica ferida ferina
debaixo das narinas?

(A rima suspeita
vaga
invade,
qual OVNI
em pradarias
inóspitas,
praguejando

o imperfeito
o sentido
do sujeito
todo o sentido
predicado
encoberto:

o sotaque
o toque
o cheiro
o som
a soma
a súmula)

o quê?
Qual?

se,

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Quem
tem
verve?

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Fortaleza

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I.

abrir alas
além
de salas

querer passar
na lira
da praça

apreciar selos
lamber elos
& ei-los:

negar bandeira branca

não dar sopa
na quarta
assobiar a marcha,
a feira de cinzas
de brasas
mora na rua

& arrua
o aço do bordão:

"... que eu quero passar"


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II.

Meu coração de malandro
de barão da ralé
ensaia um balé
neste singelo antro

(Me) beija a flor sorridente,
a multidão em seus rizomas,
acasos sentidos aromas
e refaz meu corpo ardente

Nesta onírica praça
o tempo passa?
Colombina faz que sim

Pierrot faz que então
e diz que diz que: "nada mal"
Refaz-se o carnaval.



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go home
Some
ou


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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A Serpente

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O diretor Caco Coelho, maior pesquisador da obra de Nelson Rodrigues, pela primeira vez dirige em Porto Alegre um espetáculo rodriguiano. A peça A Serpente do Grupo Teatral Neelic (Núcleo de Estudos e Experimentação da Linguagem Cênica), estreia em Porto alegre quinta-feira dia 24 deste mês, em comemoração ao aniversário de seis anos do Grupo Neelic. O espetáculo continua em cartaz dias 25, 26 e 27 de setembro, e segue temporada todas as terças no mês de outubro, sempre às 20h, na sala 504 da Usina do Gasômetro.

A Serpente foi escrita em 1978 e estreou em 1980, no Rio de Janeiro. É a última peça de Nelson Rodrigues. Conta história das irmãs Lígia e Guida que moram em um mesmo apartamento, com seus respectivos maridos, Paulo e Décio. Sexualmente infeliz, ainda virgem depois de quase um ano de casada, Lígia desfaz seu casamento e pensa em morrer. Para ajudar a irmã, Guida lhe faz uma proposta: que Lígia passe uma noite com Paulo. Depois dessa noite, nada será como antes. Forma-se então um triangulo amoroso, capaz de alcançar todos os extremos. “A Serpente é o texto derradeiro do maior dramaturgo brasileiro e serve como exemplaridade da obra. Nela existe uma melodia, uma precisão que, na medida em que vai sendo desbravada vai revelando mundos. Todos os princípios rodriguianos estão presentes. A base da história é o mesmo tripé que está disposto na maioria das peças, o amor e a morte”, explica o diretor Caco Coelho que trabalha com arte há 30 anos e atualmente ocupa o cargo de diretor da Usina do Gasômetro.


Caco já dirigiu mais de dez peças no Rio de Janeiro e produziu outras 30 entre o eixo Rio e São Paulo, sendo a última A Mentira, também de Nelson Rodrigues, com o Nuno Leal Maia e a Denise Del Veccio. Além de já ter editado oito livros da obra do Nelson Rodrigues, trabalhado com Abujamra, Zé Celso, Hamilton Vaz Pereira, Ulisses Cruz, Amir Hadad, Gerald Thomas, entre outros artistas consagrados.



No elenco estão Desirée Pessoa, Fabiana Montin, André Bonfim, Thiago Oliveira e Bruno Fernandes. “O trabalho com os atores tem sido revelador. Não imaginei que pudéssemos chegar aonde já chegamos. Eles acreditaram e partimos por um caminho que pode levar a qualquer lugar, menos a mesmice. Defloramos o Nelson, como se isso fosse possível”, destaca o diretor do espetáculo. Os ingressos custam R$ 20,00, com meia entrada para artistas, estudantes e idosos. Outras informações pelo site http://www.neelic.com.br/, ou pelo email teatro@neelic.com.br, ou pelos telefones (51) 8145 8419 com Michele Rolim assessora de imprensa, (51) 3391.5931, (51) 9274.9933 com Desirée Pessoa.



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BREVE APRESENTAÇÃO DE CACO COELHO:

Caco Coelho trabalha com arte há trinta anos. Pesquisou a obra de Nelson Rodrigues durante dez anos. Esta pesquisa é a única realizada no Brasil e revelou textos e obras inéditas de Nelson Rodrigues. Caco também fez a coordenação editorial de sete livros de Nelson Rodrigues, publicados pela Companhia das Letras. Obteve duas bolsas para estudo da obra de Nelson Rodrigues, primeiro lugar na área de teatro, 1998, e primeiro lugar na área de literatura, 2004.


Ministrou dois cursos de extensão na pós-graduação da Faculdade de Letras e de Teatro. Coordenou diversos ciclos de leitura da obra de Nelson Rodrigues. Produziu mais de trinta espetáculos, entre eles “Um Certo Hamleto” direção Antônio Abujamra, um dos maiores sucessos dos anos noventa no Rio de Janeiro e, em São Paulo, ”Ham-Let”, direção José Celso Martinez Corrêa, reinaugurando o Teatro Oficina. Coordenou o principal estudo já realizado sobre a obra de Bertolt Brecht, no ano do Centenário do autor alemão. Estagiou na Alemanha, no teatro Volksbühne, como regiehospitanz na peça “Heinricht der V” de Shakespeare.


Dirigiu doze espetáculos, entre eles “A Tempestade” de Shakespeare, considerado um das três montagens mais importantes da história do principal centro cultural do Brasil, CCBB, Rio de Janeiro. “A Mentira” de Nelson Rodrigues, no primeiro Prêmio Myriam Muniz para o Teatro, 2006, Fundação Nacional de Artes. Dirigiu para a televisão trezentos capítulos de novela. E atualmente é o diretor da Usina do Gasômetro, e coordenador do projeto Usina das Artes de fomento ao trabalho continuado em arte, que este ano virou lei.



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O que: A Serpente – Espetáculo Teatral

Quando: 24, 25, 26 e 27 de setembro (quinta, sexta, sábado e domingo)
e 06, 13, 20 e 27 de outubro (terças)

Onde: Sala 504 da Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551)

Horário: 20h

Valor: R$ 20,00 (50% de desconto artistas, estudantes e idosos)

Crédito da Foto: Kiran



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http://guiadasemana.hagah.com.br/Porto_Alegre/Musica_e_Artes/Evento/A_Serpente.aspx?id=56951

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http://cidades.terra.com.br/poa/espetaculos/0,7558,I:56755,00.html

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http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=8532

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sábado, 20 de junho de 2009

Sol na Garganta do Futuro em Porto Alegre

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No próximo dia 24 de junho a banda Sol na Garganta do Futuro desembarca em Porto Alegre para participar no Fórum MPB e no Fisl. Além do Sol na Garganta do Futuro, o evento tem participação confirmada de diversos músicos e grupos brasileiros, como o Teatro Mágico (SP), Gog (DF), Leoni (RJ), Os Viralata (MT), Ellen Oléria (DF), Juca Culatra & Power Trio (PA) e Bataclã FC (RS).


Fonte: http://solnagargantadofuturo.blogspot.com/


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Agenda de shows:


Quinta-Feira dia 25 junho às 19h

Sol na Garganta do Futuro (ES)
com participações:Juca Culatra (Juca Culatra & Power Trio - PA), Eduardo Ferreira (OsViralata - MT) e Rapper Nego Prego (RS)

Sombrero Luminoso (RS)com participação de Bebeto Alves (RS)

Local: Teatro CIEE (Rua Dom Pedro II, 861)
Entrada livre!




Sábado dia 27 junho às 21h
Sol na Garganta do Futuro (ES)
Coyote Guará (DF)
Local: Bar Cultura Rock Club (Rua Olavo Bilac, 251)

Ingressos: R$ 10,00


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terça-feira, 9 de junho de 2009

Elogio do esquecimento

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O espetáculo Elogio do Esquecimento, do Grupo Teatral Neelic (Núcleo de Experimentação da Linguagem Cênica), entra em cartaz dia 05 de junho, e segue temporada até o dia 14, sempre sextas e sábados às 21h e domingos às 20h, na sala 504 da Usina do Gasômetro.

Livremente inspirado na obra poética de Bertolt Brecht, o espetáculo consiste em uma fábula na qual o povo está sofrendo as conseqüências de uma guerra que atinge a terra. Em cena, pessoas são surpreendidas em suas próprias casas - assaltadas, agredidas fisicamente e moralmente. Na peça atores cantam e dançam músicas que retratam uma realidade histórica inerente ao ser humano: a necessidade de vencer pela força.

As dores implícitas nos diversos aspectos individuais e sociais são expostas na peça através da utilização de elementos, como maquiagem, figurinos e sons. “A peça mostra governos totalitários trazendo à tona a figura do opressor e do oprimido. É um convite ao espectador a um momento de reflexão, ao exercício do pensar a si mesmo, no outro e no mundo em que vivemos”, destaca a diretora Desirée Pessoa.


O espetáculo é o trabalho de conclusão do nível intermediário do curso para Formação de Atuadores do Neelic. No elenco estão Rogério de Almeida, Juliana Charão, Simone Bianchini, Paulo da Rosa, Guilherme Paniz, Camila Almeida, Eduardo Cardoso e Marcos Ibias.

Os ingressos custam R$ 12,00, com meia entrada para artistas, estudantes e idosos.

Mais informações:
pelo site http://www.neelic.com.br/,
pelo email teatro@neelic.com.br ,
ou pelos telefones (51) 3391.5931, (51) 9274.9933 com Desirée Pessoa
(51) 8145 8419 com Michele Rolim – assessora de imprensa



O que: Elogio do Esquecimento – Espetáculo Teatral

Quando: 05, 06, 07, 12, 13 e 14 de junho (sextas, sábados e domingos)

Onde: Sala 504 da Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551)

Horário: 21h - Sextas e Sábados
20h - Domingos
Valor: R$ 12,00 (50% de desconto artistas, estudantes e idosos)



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